Não foi acidente, foi assassinato

03/02/2016 - 19:12

O operador morreu após cair num tanque superaquecido, em Duque de Caxias/RJ

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizou, nesta quarta-feira, dia 04, um protesto em frente à Refinaria da Petrobrás em Duque de Caxias (Reduc), denunciando a empresa pela morte do operador Luis Antônio Cabral de Moraes, de 55 anos. Conforme apurou o Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias, “Moraes caiu dentro de um tanque, cuja temperatura era de 75º C. O teto do reservatório cedeu, quando o operador subiu para aferir o nível de armazenamento.  Segundo o sindicato, os gestores da Reduc sabiam que a estrutura estava bastante comprometida por causa da corrosão e nada fizeram para garantir a segurança dos trabalhadores”.

Para dirigentes sindicais presentes no protesto, não foi acidente e sim um crime cometido por gestores da Reduc. Em 2014, o Ministério do Trabalho chegou a interditar vários desses tanques que estariam visivelmente comprometidos.

 

Brasil é o quarto em Acidentes de Trabalho

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), colocam o Brasil em quarto lugar no ranking de países que mais acidentam trabalhadores. Estima-se que o problema  seja ainda maior já que inúmeras doenças do trabalho não são consideradas e a subnotificação (não abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT) é muito constante.

 

Apesar das empresas culparem os próprios trabalhadores pela maioria dos acidentes, especialistas apontam que a falta de uma investigação de causa criteriosa acaba ocultando os reais fatores que levaram ao fato.